Brasília,
3/12/2010 - O grande desafio da ouvidoria pública
hoje é acompanhar a mudança dos tempos.
Elas tendem a ficar desatualizadas em relação
às coisas que estão acontecendo no mundo.
E precisam acompanhar o ritmo das necessidades das
pessoas, que hoje estão muito mais interativas
do que há alguns anos.O diagnóstico
é do consultor Luiz Carlos Iasbeck, doutor
em Comunicação, ao fazer, hoje, a palestra
inaugural do 4º Encontro de Ouvidorias do Servidor,
promovido pela Secretaria de Recursos Humanos do Ministério
do Planejamento (SRH/MP).

O
encontro, aberto pelo secretário Duvanier Paiva
Ferreira, reúne um público especializado,
formado basicamente por operadores de ouvidoria dos
órgãos e entidades públicas,
coordenadores-gerais de recursos humanos, ouvidores
e dirigentes sindicais.Iasbeck explicou que o problema
citado por ele não é novo, embora hoje
seja mais premente. Ele próprio experimentou
resistências ao implantar, anos atrás,
uma ouvidoria pioneira, a do Banco do Brasil.“Ajudei
a implantar o sistema, contra as determinações
do banco na época”, contou o consultor.
“As pessoas não acreditavam que um banco
devesse ter ouvidoria, tivemos de brigar, fazer uma
auditoria marginal, até que isso fosse reconhecido.
Hoje em dia, mudou muito, é o próprio
Banco Central que obriga as instituições
a terem ouvidorias”, explicou.Segundo Iasbeck,
nesse novo tempo, as pessoas escrevem e pensam de
maneira diferente, por isso, os problemas exigem solução
imediata, muito mais do que ocorria antes.“E
as ouvidorias têm de se adequar a isso, não
só tecnologicamente, mas também com
uma cultura interna. É preciso disposição
das pessoas que atendem para buscar responder com
tempestividade, e também, para resolver os
conflitos com mais assertividade e menos discurso”,
afirmou o especialista. Segundo o titular da Ouvidoria
do Servidor, Alberto Felippi Barbosa, a idéia
desse quarto Encontro é avaliar o impacto das
políticas implementadas até agora pelos
órgãos públicos para recebimento
das manifestações dos servidores.

A
Ouvidoria do Servidor atua como órgão
auxiliar, subsidiando o secretário de Recursos
Humanos e o ministro do Planejamento na formulação
das políticas de gestão de pessoas no
Governo Federal. Fotos: Luciano Ribeiro/Divulgação.E
essa política, conforme ressaltou o secretário
Duvanier Paiva, na solenidade de abertura, foi responsável
por boa parte do sucesso do governo que está
se encerrando. “Uma grande marca do governo
Lula foi a democratização das relações
de trabalho, em busca da redução das
desigualdades. E a Ouvidoria do Servidor é
parte importante desse trabalho”, ressaltou.Desde
que foi criada, há sete anos, a Ouvidoria recebeu
mais de 32 mil mensagens por e-mail, além de
várias correspondências de servidores
públicos federais. O Portal Ouvidoria do Servidor
contabiliza cerca de 200 mil acessos de servidores
em busca de informação sobre o histórico
funcional.