O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, designou o conselheiro federal da entidade por Sergipe, Henri Clay Andrade, ouvidor-geral do Conselho Federal da OAB. Outro que assumiu o cargo foi O advogado Marcelo Soares França, escolhido pelo presidente da OAB/DF, Francisco Caputo, para assumir o cargo de ouvidor.

Fonte: Ouvidoria Geral da União
A ouvidora-geral da União, Eliana Pinto, recomendará aos gestores do Poder Executivo Federal a participação das ouvidorias na elaboração da Cartas de Serviços ao Cidadão. A decisão foi anunciada ontem durante a 2ª Oficina de Trabalho da Ouvidoria-Geral da União.
Instituída pelo decreto nº 6.932, a Carta de Serviços ao Cidadão é um documento elaborado pelas instituições públicas para informar aos cidadãos quais os serviços prestados por elas, como acessar e obter esses serviços e quais são os compromissos de atendimento estabelecidos. “Ao divulgar a Carta de Serviços, a instituição irá facilitar e ampliar o acesso do cidadão aos seus serviços e também estimular a participação das pessoas para a melhoria da qualidade dos serviços prestados”, destacou Eliana Pinto.Durante a Oficina, a assessora técnica do Departamento de Programas de Gestão da Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Lília Soares Ramos disse que as ouvidorias devem conduzir o trabalho de elaboração das Cartas de Serviço ao Cidadão. “A ouvidoria é o canal de comunicação entre o cidadão e a instituição e ela quem vai cobrar o não cumprimento do que for estabelecido na Carta de Serviços.”Lília apresentou um guia para elaboração da Carta de Serviços ao Cidadão e chamou a atenção para as formas de divulgação do documento.
Para o ouvidor-geral do Servidor da Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Alberto Felippi Barbosa, a partir do momento que a sociedade tomar conhecimento dos compromissos assumidos nas Cartas de cada instituição, a cobrança por qualidade será maior. “Muitas instituições possuem uma quantidade enorme de serviços. Vai demandar tempo para que elas organizem essa prestação. Não estamos inventando a roda. Muitos países já possuem Cartas de Serviços. O que nos preocupa é o fato de algumas ouvidorias não participarem do processo de elaboração do documento.”
Logo após a discussão da Carta de Serviços ao Cidadão, o procurador da República André Stefani Bertuol, da Procuradoria da República em Santa Catarina, e a auditora do Tribunal de Contas da União Lucieni Pereira abordaram o tema “Anteprojeto da Lei Orgânica da Reforma da Administração Pública – Controle Social”. A mesa foi coordenada pela ouvidora-geral da AGU, Mariana Melo.
Os palestrantes teceram críticas a diversos pontos do anteprojeto e destacaram a subseção que trata do controle social. Tanto Bertuol como Lucieni defenderam a alteração do artigo 68, que diz que “as entidades estatais buscarão manter ouvidorias, com o objetivo de receber, examinar e encaminhar reclamações, elogios e sugestões”. “Na minha opinião, esse é um ponto que precisa ser reformulado. As ouvidorias precisam de um marco regulatório que dê força ao seu trabalho”, disse Lucieni. Desde o ano passado, uma comissão formado por ouvidores discute com profundidade o tema para fazer sugestões ao anteprojeto de
lei orgânica.
 
Ombudsman Bernard Richard falou sobre processo de investigação
 
“Como a Ouvidoria Pública exerce o poder de investigação” foi o tema da palestra do ombudsman da Província de New Brunswick, no Canadá, Bernard Richard, ex-presidente do Fórum de Ouvidores Canadenses. Participaram do debate o senador Sadi Cassol, ex-ouvidor de Palmas; o procurador da República da 1ª Região Franklin da Costa; e a ouvidora-geral da União, Eliana Pinto.
Segundo Bernard, a independência do ombudsman – que no Canadá possui mandato de 10 anos – garante imparcialidade no processo de investigação. Ele falou ainda sobre como é desenvolvida a atividade no seu país. “Nos relatórios, o ombudsman faz recomendações ao governo que geralmente são seguidas. Nossa experiência mostra que as recomendações feitas possuem força na sociedade. A forma de trabalhar é participativa, pois não só apenas criticamos o que está errado. Nós também ajudamos a resolver o problema.”
Durante a apresentação, o ombudsman mostrou como exemplo de processo de investigação o caso de uma jovem morta em um presídio federal. O processo foi iniciado para verificar o motivo pelo qual o Estado não investigou a origem do problema da jovem. “O ombudsman no Canadá pode iniciar a investigação sem a necessidade de receber uma reclamação ou denúncia. Verificamos no caso mencionado que a prisão foi uma escola, uma universidade para a jovem. Ela cometeu outros crimes e, passados três anos, ela se matou na prisão federal. Por isso, defendemos nos nossos relatórios a necessidade de um tratamento adequado às crianças e jovens.”
O senador Sadi Cassol destacou a importância do trabalho dos ouvidores e citou exemplos que desenvolveu à frente da ouvidoria de Palmas. “Em 40 anos de vida pública, a ouvidoria foi a atividade que me deu mais satisfação. A tarefa do ouvidor é trilhar caminho dentro da burocracia, ser a voz do cidadão na instituições.”
Para Bernard Richard, a burocracia é igual em todo mundo e o trabalho do ouvidor diante da questão é imprescindível. “Temos que respeitar a burocracia e ensinar os cidadãos o caminho para que eles possam chegar aos serviços desejados.”
Já o procurador da República Franklin da Costa defendeu a independência dos ouvidores e explicou o papel dos procuradores na defesa dos cidadãos. Ele também fez alguns questionamentos para o ombudsman canadense.
A 2ª Oficina de Trabalho da Ouvidoria-Geral da União foi promovida no auditório da Controladoria-Geral da União (CGU), em Brasília, com a participação de representantes das ouvidorias federais, estaduais, municipais, judiciárias e legislativas.

Data: 18/01/2010
A Escola da Advocacia-Geral da União no Estado do Rio de Janeiro informa que estão abertas as inscrições para a Palestra intitulada "A Responsabilidade Civil do Estado por Ato Legislativo".
Palestrante: Maurício Mota - Professor e Diretor Jurídico da Universidade Estadual do Rio de Janeiro - UERJ.
Data: 18 de janeiro de 2010
Horário: 15 horas
Local: Escola da AGU - Rua da Assembléia, 77, 13º andar, Centro - Rio de Janeiro/RJ
Número de vagas: 60 (sessenta). A Escola da AGU não custeará despesas de deslocamentos.
Público Alvo: Membros das Carreiras da AGU, Servidores Administrativos e Estagiários da AGU
.Informações e inscrições - Clique no link abaixo.

CoordenaçãoEscola da AGU no Estado do Rio de Janeiro
E -mail: escoladaagu.rj@agu.gov.br
Telefones: (21) 2224-2860 (21) 2224-2910 ou (21) 9486-3640

04/01/2010 - Controladoria Geral da União diz que Executivo vai continuar
expondo dados sobre servidores
Fonte: Assessoria de Comunicação/CGU
Para o Poder Executivo Federal é absolutamente irrelevante a alteração introduzida esta semana pelo Congresso na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), desobrigando os três Poderes da República de divulgar nomes, cargos, funções e salários de seus servidores. Isso porque o Executivo já expõe todas essas informações sobre seus servidores desde o último dia 9 de dezembro, antecipando-se, portanto, à exigência legal, que começaria a vigorar em 31 de janeiro do próximo ano.
O comentário é do ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage. Ele garantiu, também, que as informações continuarão disponibilizadas no Portal da Transparência para a consulta de qualquer cidadão interessado, ao lado de informações sobre a execução de mais de R$ 6 trilhões de recursos públicos aplicados desde 2004, quando foi criado o Portal.
“Não seria este Governo, que criou o Portal da Transparência e colocou o Brasil como o oitavo país mais transparente do mundo (segundo pesquisa feita este ano pelo IBP, uma ONG sediada em Washington), que iria propor qualquer medida limitadora da transparência”, assegurou o ministro.
Ele lembrou também que o texto da LDO, na forma originalmente aprovada pelo Congresso em agosto, foi acatado pelo Governo, sem veto por parte do Presidente Lula, mostrando, assim, sua concordância com aquele dispositivo que o Congresso agora quer suprimir.
As informações sobre os servidores ativos do Executivo Federal disponíveis no Portal da Transparência são extraídas da base de dados do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (Siape). As pesquisas podem ser feitas pelo nome do servidor (completo ou em parte), pelo CPF completo, por seu órgão de origem, pelo órgão em que se encontra em exercício e, ainda, pelo cargo ou função de confiança acaso exercido.
Entre as informações disponibilizadas, constam as datas de ingresso no cargo, na função e no órgão, matrícula, regime jurídico, situação do vínculo, jornada de trabalho etc. A consulta disponibiliza ainda link para as tabelas de remuneração atribuídas aos cargos e/ou carreiras dos Servidores Públicos Federais Civis do Poder Executivo, disponibilizadas pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

 
Feira de Santana e Vitória da Conquista serão os primeiros municípios baianos a receberem a visita da Ouvidoria Geral do Estado da Bahia, em parceria com o SAC Móvel. Através da Ouvidoria Geral, a população poderá registrar reclamações, denúncias, elogios, sugestões e solicitar informações sobre os serviços públicos estaduais.
As visitas acontecem de 5 a 15 de janeiro nas duas cidades. No SAC Móvel, os cidadãos contarão com os serviços de emissão de Carteira de Identidade, Certidão de Nascimento, CPF, Antecedentes Criminais, entre outros. Os serviços são oferecidos das 8h às 18h, sem limitação de atendimento, com exceção da carteira de identidade, cuja oferta é de 250 senhas diárias.

Fonte: Gazeta Digital
A implantação do sistema de Ouvidoria da MT-Fomento conforme exigências do Banco Central aconteceu em agosto de 2008. E não parou de crescer. Só em 2009 a Ouvidoria recebeu mais de 100 solicitações. A demanda maior, cerca de 70% diz respeito a informações diversas, como linhas de créditos, taxas de juros, microcrédito. Os outros 30% buscam detalhes sobre o cartão MT Fomento Card. Mas o trabalho não se resumiu a responder as dúvidas do cidadão. A Ouvidoria participou de eventos dentro e fora do Estado com o objetivo de buscar conhecimentos e ampliar a troca de informações.
Mesmo estando ligada a Ouvidoria Geral do Estado (OGE), a Ouvidoria da MT-Fomento se difere dos demais órgãos de governo. Isso porque atende a resolução de nº 3477 do Banco Central, que criou a Ouvidoria Institucional Financeira. De acordo com o Banco Central, é obrigatório a Ouvidoria emitir relatório semestral e dispor de um número para ligação gratuita para os clientes. A MT Fomento dispõe do número 0800 647 7900 para essa finalidade. Além de infraestrutura, como sala própria para Ouvidoria, computador e equipe com duas pessoas (Luiz Benvenuti e Mônica Nardez Aquino Leão) no atendimento.
"Atendemos também as determinações da Ouvidoria Geral do Estado. No último encontro realizado em Brasília, pela Controladoria Geral da União onde estiveram não só a MT Fomento, mas ouvidores de outros órgãos aqui do Estado, ficou definido que as ouvidorias vão realizar uma articulação maior visando o fortalecimento da OGE bem como da Associação Brasileira de Ouvidores, seccional de Mato Grosso (ABO-MT) e Associação Nacional de Ouvidores Públicos (ANOP)", relatou Luiz Benvenuti Castelo Branco de Oliveira, superintendente de Desenvolvimento de Projetos e ouvidor da MT Fomento.
Benvenuti acredita que esse fortalecimento representará um grande avanço para Mato Grosso. "Trabalharemos em prol dessa meta juntamente com a OGE", destacou.
Em termos de reciclagem de conhecimentos, a MT-Fomento tem buscado uma interação com o setor dentro e fora do Estado. Em São Paulo foram quatro encontros (2º Seminário Internacional Ouvidores & Ombudsman, 5º Seminário Nacional de Ouvidores & Ouvidorias e 12º Congresso Brasileiro de Ouvidores) e um em Brasília/DF (1º Fórum Internacional de Ouvidorias Públicas/Ombudsman/Defensores Del Pueblo/Provedores de Justiça/Médiateur de La Repúbliques). Sendo este último que tratou do fortalecimento da Democracia Participativa.
Na esfera estadual a Ouvidoria da Agência participou de seis eventos, entre eles, Workshop Captação em Elaboração de Projetos para Captação de recursos para as Ouvidorias Setoriais; Lançamento da Campanha OGE - Cartilha do Cidadão, Manual do Gestor, Manual de Procedimentos, Urnas; Seminário Ouvidorias Públicas e Workshop Rede Ouvidores Setoriais Para Apuração de Resultados das Atividades Realizadas em 2009. (Assessoria MT Fomento)


Autor: Silvana Ribas

Documento, disponível na internet, estará afixado nas APS a partir de janeiro
O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Valdir Simão, lançou nesta sexta-feira (18) a Carta de Serviços do INSS. Esse documento, instituído pela Resolução 81/09 assinado por Simão, informa ao cidadão sobre todos os serviços oferecidos pelo órgão, inclusive os benefícios, e esclarece como usufruir deles. A Carta contém, ainda, os compromissos e os padrões de qualidade de atendimento ao público.
Valdir Simão lembrou que a Previdência alcançou esta semana a marca dos 27 milhões de beneficiários, e que a Carta de Serviços é mais um passo para garantir a qualidade do atendimento prestado a este público. "Com ela damos transparência e assinamos embaixo o compromisso de atender bem o segurado", disse.
Para o ministro José Pimentel, "a Carta de Serviços representa o aprimoramento da Previdência Social no atendimento cada vez mais digno, respeitoso e de qualidade para o cidadão, em benefício de toda a sociedade".
Esse documento de compromisso está previsto no Decreto n° 6.932/09, que dispõe sobre a simplificação do atendimento nas repartições federais. De acordo com a norma, publicada em 11 de agosto, as instituições do executivo que prestam atendimento ao público devem emitir esse documento. A carta será afixada em local visível em todas as 1.121 Agências da Previdência Social (APS) a partir de janeiro. Para ler o documento, clique aqui.
O lançamento da Carta de Serviços foi feito em Brasília, durante evento que reuniu gestores da área de atendimento do INSS de todo o país. Estavam presentes ainda o diretor de Atendimento do Instituto, Luis Henrique Fanan, e o secretário de Gestão do Ministério do Planejamento, Marcelo Viana.
Conteúdo - A Carta de Serviços traz informações sobre todos os benefícios da Previdência Social e detalha as condições mínimas exigidas para que o segurado possa requerê-los, bem como a documentação necessária. São informadas também as formas de acesso aos demais serviços previdenciários.
No documento são informados os canais de atendimento da Previdência Social (Central 135 e internet), e como entrar em contato com a Ouvidoria para fazer reclamações, denúncias, elogios e sugestões. A carta também orienta o segurado da importância de manter seus dados sempre atualizados junto ao INSS - inclusive o endereço para correspondências - e como acompanhar suas informações no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) pelo extrato previdenciário, obtido nas APS, no Portal da Previdência na internet ou nos terminais de autoatendimento do Banco do Brasil, para os segurados que são correntistas da instituição bancária.

Fonte: Ouvidoria da Paraíba
 
Objetivo é saber da população o que acha do trabalho das polícias
A Ouvidoria de Polícia vai a cada cidadão para obter dos paraibanos um conceito sobre a forma de trabalho desenvolvida pelas polícias Civil e Militar, através de urnas instaladas nas sete Subseções da Ordem dos Advogados do Brasil na Paraíba (OAB-PB), em todo o Estado. Essa parceria beneficiará a população, que não precisará mais deslocar-se a João Pessoa para agradecer, elogiar ou reclamar de alguma ação policial.
As urnas ficarão instaladas em locais discretos e somente o ouvidor de Polícia terá acesso ao conteúdo. Enquanto a Ouvidoria não tem acesso às informações, todas estarão sob o controle dos presidentes das Subseções da OAB. O principal, contudo, é que as pessoas terão total liberdade para oferecer elogios e denúncias de desvios de conduta de policiais, sem passar por nenhum constrangimento, conforme garante o ouvidor Mário Gomes Araújo Júnior.
A identidade dos denunciantes será mantida em sigilo, a fim de que as investigações das denúncias ocorram sem nenhum tipo de constrangimento ou exposição indevida. “A intenção é fazer com que a população e polícia caminhem juntas dentro do novo conceito de segurança: a comunidade diz o tipo de polícia que precisa e se conscientiza do seu papel como contribuinte para a paz social”, disse ele.
Vale do Piancó – Além das urnas à disposição da população, a Ouvidoria será itinerante e deverá começar pela região do Vale do Piancó, onde permanecerá por três dias, 30 e 31 de outubro e 1º de novembro. O objetivo é manter uma interação com a comunidade, de forma a esclarecer à coletividade sobre o papel do órgão, como funciona e outras ações que a sociedade precisa saber e participar.
O ouvidor de Polícia é advogado há 18 anos, conselheiro estadual titular da OAB/PB, presidente da comissão eleitoral para indicação do Quinto Constitucional do Tribunal de Justiça da Paraíba e membro da Comissão de Ética da OAB/PB.

 
A Diretoria Colegiada do Ipea reconduziu o servidor Antonio Semeraro Rito Cardoso para exercer mais um mandato como Ouvidor do Ipea durante o período de outubro de 2009 a setembro de 2010.

 
O Sistema de Ouvidoria Pública adotado pelo Governo do Estado servirá como modelo para que prefeituras da Região Metropolitana do Recife e do Interior viabilizem a primeira rede de ouvidorias municipais de Pernambuco. A ideia, inédita no Brasil, foi proposta por ouvidores municipais que participaram de curso organizado pela Ouvidoria Geral do Estado e Escola de Governo, vinculada à Secretaria de Administração.
A intenção dos profissionais de ouvidoria das prefeituras do Recife, Olinda, Tamandaré, Garanhuns, Mirandiba, Afogados da Ingazeira, Belo Jardim e Salgueiro é estimular o debate em torno da construção da rede intermunicipal, assegurando maior transparência à gestão pública. O tema estará novamente em pauta na reunião marcada para o próximo dia 22, às 9 horas, na Ouvidoria Geral do Estado.
“A importância de criarmos uma rede de ouvidores municipais é essencial para a padronização de procedimentos técnicos, o que permitirá que todos falem a mesma linguagem. Além do mais, trabalhar em rede é diferente de trabalhar sozinho. Estaremos, enquanto grupo, compartilhando experiências e ajudando uns aos outros. O ganho será de todos, principalmente do cidadão pernambucano”, disse Marcus Angelim, ouvidor do município de Salgueiro, Sertão do Estado.
Ronaldo Matias, da Prefeitura de Olinda, também participou da capacitação e compartilha do mesmo pensamento. “Estamos montando o serviço municipal de Ouvidoria, tendo como modelo a estrutura organizacional adotada pelo Governo do Estado. Integrar uma rede de ouvidorias com outras cidades também faz parte do nosso objetivo e já estamos nos articulando para isso”.
Profissionalizar equipes e estimular municípios a instalar ouvidorias próprias foi o objetivo do curso Implantação e Gestão de Ouvidorias nas Prefeituras. “Foi significativa a experiência do curso, considerando a possibilidade da estruturação da Rede Municipal de Ouvidorias Públicas de Pernambuco e a troca de experiências entre os ouvidores e representantes das prefeituras com a Ouvidoria Geral do Estado. Considero esta ação um marco de relevante importância para a disseminação da cultura de transparência pública nos municípios pernambucanos”, avaliou a ouvidora geral do Estado, Karla Júlia Marcelino.
Atuação - A Ouvidoria Geral do Estado é responsável pela coordenação da Rede de Ouvidorias do Governo, formada por 48 ouvidorias centrais - que atuam nas secretarias - e setoriais - vinculadas a órgãos da administração estadual. O trabalho de coordenação implica na realização de cursos de capacitação para as equipes do Poder Executivo, no suporte para implantação de novas ouvidorias e no controle de qualidade do serviço prestado ao cidadão.
Também realiza atendimento ao público recebendo e encaminhando demandas formuladas pela população. O cidadão pode recorrer à Ouvidoria Geral e à Rede de Ouvidorias para solicitar, elogiar, pedir informações, denunciar ou reclamar, através do 0800.281.2900 (ligação gratuita), internet (www.ouvidoria.pe.gov.br e ouvidoria@seas.pe.gov br) ou pessoalmente. A Ouvidoria Geral do Estado funciona no térreo da Secretaria Especial de Articulação Social, na Rua Vigário Tenório, 213, Bairro do Recife.

Fonte: Agencia Câmara
 
Deputados e especialistas discutiram o acesso dos cidadãos às informações em poder da administração pública.
O diretor-executivo da ONG Transparência Brasil, Cláudio Weber Abramo, sustentou nesta quarta-feira, em audiência na Câmara, que o dinheiro gasto em publicidade pelos governos federal, estaduais e municipais teria muito mais utilidade caso fosse gasto com a transparência e informações aos cidadãos.
"O gasto com publicidade hoje é uma verdadeira fortuna e um palanque eleitoral", criticou Abramo durante audiência da comissão especial sobre acesso às informações oficiais.
A comissão especial analisa os projetos de lei 219/03, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e 5228/09, do Executivo. A proposta de Reginaldo Lopes (PT-MG) regulamenta o direito de as pessoas receberem dos órgãos públicos informações de interesse particular ou geral e estabelece condições de acesso aos documentos administrativos diferentes daquelas previstas para o acesso a informações que contenham dados pessoais.
Segundo Abramo, há muito mais transparência do governo federal do que dos municípios e dos estados. "Muitas forças políticas vão ser contra o projeto, que vai depender do peso favorável do governo, uma vez que a transparência vai mostrar os contratos e convênios firmados e isso não interessa para muita gente."
Organizar informações
O diretor geral do Arquivo Nacional, Jaime Antunes da Silva, afirmou que, desde os anos 1980, o órgão vem se informatizando e se preparando para "os novos tempos". Ele relatou que o Arquivo tem feito convênios com vários órgãos em todo o País para ajudá-los a organizar suas informações para que elas sejam repassadas ao cidadão.
Ele defendeu a aprovação do projeto e ressaltou que sua transformação em lei federal vai obrigar esse órgãos a se adaptarem. Segundo Jaime Antunes, o Arquivo Nacional tem um maior controle sobre as informações históricas e que, agora, a instituição espera contribuir para que as informações econômicas e políticas estejam ao alcance do cidadão.
Monitoramento do Estado
Representante da ONG Artigo 19, que trata de direitos humanos, Paula Martins ressaltou que o acesso às informações públicas é um direito do cidadão, defendida em tratados da Organização das Nações Unidas, dos quais o Brasil é signatário, e que, portanto, cabe ao País aprovar uma lei garantindo esse acesso aos cidadãos.
"A informação é essencial e possibilita o monitoramento do Estado pela mídia e pela cidadania. Esse é um direito de todos e uma obrigação do Estado de divulgar e dar publicidade aos seus atos. Quanto maior o nível de informações, melhores são as decisões tomadas pelos cidadãos", observou Paula Martins.

 
As inscrições para o I Fórum Internacional de Ouvidorias/Ombudsman/Defensores del Pueblob/Provedores de Justiça podem ser feitas diretamente no site da CGU. Para se inscrever, basta acessar o endereço www.cgu.gov.br/Eventos/Ouvidoria_ForumInternacional2009/Index.asp e preencher o formulário eletrônico de inscrição.
A Ouvidoria-Geral da União destaca que as inscrições são gratuitas. O Fórum acontece nos dias 10, 11 e 12 de novembro, no centro de eventos da CNTC (SGAS 902, W5), em Brasília.
O evento vai promover o intercâmbio de experiências inovadoras de Ouvidorias Públicas no âmbito internacional e nacional, com o intuito de refletir e discutir temas relativos à democracia participativa e ao exercício da cidadania.
Especialistas de 15 países e do Brasil participarão das atividades. O Fórum é direcionado a ouvidores e servidores públicos, representantes de governos, da sociedade civil e de organizações não-governamentais, especialistas e estudantes.
Parcerias – Promovido pela Ouvidoria-Geral da União, com o apoio da Petrobras e da Anvisa, o Fórum vai consolidar propostas e parcerias internacionais nas áreas de cidadania e democracia, além de possibilitar a difusão de informações, a comunicação e a integração entre as ouvidorias públicas.
Acesse a Programação.
Acesse a lista de hotéis.
Outras informações: (61) 2020-7070 e 2020-6723 ou
pelo e-mail: cgueventos@cgu.gov.br

 

A Ouvidoria-Geral da União abriu hoje (28) o período de inscrições para o I Fórum Internacional de Ouvidorias/Ombudsman/Defensores del Pueblo/Provedores de Justiça, que será realizado em Brasília, no CNTC (SGAS 902, W5), nos dias 10, 11 e 12 de novembro deste ano.
O I Fórum Internacional de Ouvidorias/Ombudsman/Defensores Del Pueblo/Provedores de Justiça será um evento único para o segmento de ouvidorias, com a participação de especialistas de mais de 15 países e do Brasil.
A ouvidora-geral da União, Eliana Pinto, destaca que o Fórum deverá consolidar propostas e parcerias internacionais nas áreas de cidadania e democracia, além de possibilitar o intercâmbio de experiências, a difusão de informações, a comunicação e a integração entre as ouvidorias públicas.
“Durante o I Fórum vamos conhecer o que outros países estão desenvolvendo nesse segmento para a consolidação da democracia, pois a ação da ouvidoria inibe o corporativismo e reforça a garantia do respeito aos direitos do cidadão”, afirma Eliana Pinto.
Promovido pela Ouvidoria-Geral da União, com o apoio da Petrobras e da Anvisa, o evento reunirá ouvidores, servidores, representantes de governos, da sociedade civil, de organizações não-governamentais, especialistas e acadêmicos com o objetivo de aperfeiçoar as ouvidorias públicas do Brasil e promover o intercâmbio de experiências bem-sucedidas no mundo.
As discussões do I Fórum estão organizadas em painéis e conferências, com o tema central “O Fortalecimento da Democracia Participativa”.

CLIQUE AQUI PARA VER A PROGRAMAÇÃO

Saiba como fazer a sua inscrição

As inscrições para o I Fórum Internacional de Ouvidorias/Ombudsman/Defensores Del Pueblo/Provedores de Justiça são gratuitas.
Para efetuar sua inscrição, basta preencher as informações constantes da ficha de inscrição (modelo abaixo) e enviá-la para o endereço eletrônico cgueventos@cgu.gov.br ou para o fax (61) 2020-7249.
A confirmação da inscrição será enviada por e-mail. Informamos que as inscrições serão realizadas no período de 28 de setembro a 30 de outubro de 2009.
Após a inscrição, caso você não venha participar do evento, por gentileza entre em contato com a coordenação. Para outras informações, ligue (61) 2020-6723 ou (61) 2020-7070.


 
Aberto na última sexta-feira, pelo ministro Jorge Hage, o 1º Seminário Nacional de Controle Social, promovido pela Controladoria-Geral da União (CGU), encerrou-se ontem (domingo), após três dias de discussões e troca de experiências sobre as formas de fomentar a participação dos cidadãos no controle sobre a aplicação dos recursos públicos. Do evento participaram cerca de 500 lideranças comunitárias e integrantes de conselhos de programas de governo, de todas as Regiões do País.
O gerente de Fomento ao Fortalecimento da Gestão e Controle Social da CGU, Fábio Félix Cunha da Silva, expôs em um dos painéis de discussão a execução do Programa Olho Vivo no Dinheiro Público e a experiência da Controladoria no estímulo ao controle social. As ações educacionais, segundo ele, são o caminho encontrado pela CGU para estimular e fomentar o controle social pelos cidadãos.

Cursos e concursos

O Olho Vivo no Dinheiro Público, segundo Fábio Félix, é um dos caminhos que a CGU tem utilizado, com êxito, para fazer chegar aos municípios brasileiros informações sobre como o cidadão pode participar do controle social de sua cidade. Durante a palestra, o gerente informou que a CGU vem realizando atividades de fortalecimento da gestão e controle social, com ações do Olho Vivo, cursos a distância e concursos sobre a ética e a cidadania nas escolas.
De acordo com Fábio Félix, o Programa Olho Vivo da CGU já realizou 245 eventos, capacitando e mobilizando 26.850 cidadãos. Os cursos de educação a distância capacitaram 7.913 pessoas, e, nos concursos de desenhos e redações, foram mobilizados 477 mil estudantes e sensibilizados 16 mil professores.
A representante da organização não-governamental (ong) Cáritas Brasileiras, Gilsely Barreto, durante a sua a apresentação, traçou um perfil das iniciativas e experiências do controle social da Rede Cáritas, que é um organismo ligado à Igreja Católica e que desenvolve um trabalho de assistência social em todo o Brasil. Gilsely chamou a atenção para a importância de aliar o controle social às mobilizações sociais. "Esse controle social vem fortalecer e ampliar as pautas da sociedade civil."

Sala da transparência

O presidente do Instituto de Fiscalização e Controle (IFC), Henrique Ziller, mostrou durante sua palestra o trabalho que a entidade tem feito no combate à "cultura patrimonialista", segundo a qual o recurso público pertence ao prefeito, o que acaba criando um "círculo vicioso", em que os prefeitos se sucedem e a população se acomoda com o "desmando" praticado com o dinheiro público nos municípios.
"A gente luta contra essa cultura, mobilizando o cidadão para que ele passe a ser um fiscal daquilo que é dele mesmo, que é o recurso público”, explica o presidente do IFC. Segundo Ziller, no âmbito do IFC, os ganhos têm sido enormes, entre eles a cassação de prefeitos, a partir de ações judiciais desenvolvidas por ong's, ou ações políticas nas câmaras de vereadores. Ele citou como exemplo a criação de uma sala da transparência, no município paulista de Ribeirão Bonito, para que o cidadão possa ter acesso a qualquer documento da prefeitura.

Novas ferramentas

O diretor do Instituto Ethos, Caio Magri, disse que já existe um amadurecimento do movimento social e uma preocupação das entidades da sociedade civil em combater a corrupção em seus locais de trabalho, em suas respectivas áreas de atuação, em seus estados e municípios.
Para Magri, a corrupção continua crescendo no Brasil, apesar do combate que está sendo realizado, e a CGU é, segundo ele, uma prova desse combate. “Mas ainda temos que fazer muita coisa em nível dos estados e municípios, e espero que essa Conferência possa sinalizar uma nova forma de organização, um novo patamar de organização da sociedade civil para dialogar com o estado, criando novas ferramentas, novos mecanismos para combater a corrupção", afirmou.

Divulgar informações

Servidor público municipal e assessor de um vereador em Angra dos Reis (RJ), Clenilson Belo, participou do seminário e considerou “muito interessante a possibilidade de trocar experiência, o que permite a apresentação de propostas que incentivarão a participação do cidadão no acompanhamento das contas públicas lá em Angra dos Reis.”
Uma das idéias, segundo ele, é estimular atores sociais do município para a criação de site que divulgará as contas do município. “A divulgação da informação estimula o controle social e as organizações da sociedade civil para uso dos instrumentos legais já disponíveis”, disse ele.

Fóruns municipais

Outra participante, Lourvídia Caldas, assistente social e funcionária pública do Estado do Maranhão, se disse interessada em métodos para monitoramento das ações de assistência social desenvolvidas em seu estado. “Como participo do Conselho Estadual de Assistência Social, nossa prioridade no seminário é buscar formas de estimular nos municípios a existência de observatórios para que o cidadão participe do processo.”
Ela disse que na próxima reunião do conselho vai propor a realização de fóruns municipais de assistência social para mobilização nos municípios, deliberação e controle sobre a destinação de recursos públicos. “O conhecimento levará à cobrança. O povo não cobra se não conhece”, analisa.
Para Fernanda Verillo, diretora de Combate à Corrupção da entidade Amigos Associados de Ribeirão Bonito (Amarribo), o evento foi bem aberto, com espaço para manifestações e perguntas, e teve a presença de muitos conselheiros municipais. Segundo ela, “a Amarribo planeja a oferta de curso para a formação de conselheiros municipais por meio da internet.”


 
No mês de setembro, temos um marco na história da Anvisa: O lançamento da Central de Atendimento Telefônico e Eletrônico da Agência.
Mas o que isto significa? Significa a democratização do acesso da população à Anvisa, o que permitirá mais transparência e controle social. O cidadão poderá telefonar e obter informações sobre como legalizar sua empresa ou conhecer mais sobre os produtos e serviços regulados pela Agência.
Após a publicação da Política de Atendimento da Anvisa, em setembro de 2007, a Central de Atendimento representa a concretização das diretrizes previstas nesta e o principal instrumento entre a norma e a ampliação do acesso ao exercício da cidadania.
Sensíveis aos direitos do cidadão, o serviço de atendimento que está sendo implantado, servirá não só para buscar agilidade e presteza nas informações, mas também desburocratizar alguns procedimentos e processos de trabalho, de modo que os pedidos de informação sejam atendidos em tempo e com efetiva resposta às necessidades do cidadão.
Entre outros resultados, espera-se maior eficácia e eficiência dos atendimentos e troca de informações, melhoria da credibilidade da Agência, fortalecimento da imagem institucional, acesso à informação e aos serviços da Anvisa e, principalmente, auxílio na concretização da missão institucional.
Desta maneira, a ouvidoria espera e apóia esta iniciativa, de modo que o cidadão seja beneficiado e a instituição seja reconhecida como uma prestadora de serviços públicos de qualidade.

 
Informamos que a Ouvidoria do Servidor, em parceria com a Ouvidoria do SUS, está organizando o 1º Fórum sobre Discriminação e Preconceito nas Relações de Trabalho na Administração Pública.
As inscrições, gratuitas, já estão abertas e serão feitas por meio do Portal SIPEC https://portalsipec.planejamento.gov.br.
Para que a sua inscrição seja efetivada, o dirigente de recursos humanos do seu órgão deve fazer a homologação, após o recebimento do e-mail de aviso de que um servidor do órgão se inscreveu no evento.
O evento será realizado nos dias 1 e 2 de outubro de 2009, no auditório do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Esplanada dos Ministérios, Bloco K (subsolo).
Contamos com a participação de todos os parceiros da Ouvidoria do Servidor e a divulgação dentro do seu local de trabalho.



29/09/2009 - O Papel das Ouvidorias nas Agências Reguladoras

 
A Ouvidoria da ANAC– Agência Nacional de Aviação Civil – realizou um Workshop sobre o papel das Ouvidorias nas Agências Reguladoras, com o tema “Cenário atual e perspectivas futuras” onde foi debatido o Projeto de Lei 3337/04 que regulamenta e uniformiza as Agências Reguladoras. O evento teve como foco o Capítulo II que trata das Ouvidorias dentro das agências, suas características funções e obrigações. O presidente da ANOP, Aristóteles dos Santos, e também a vice-presidente, Vera Bacelar, Ouvidora da ANVISA, fizeram parte das mesas de debate. Em pauta estavam o texto apresentado pelo relator e as propostas de alteração apresentadas pela ANOP.
A primeira mesa teve como tema “Ouvidoria das Agências reguladoras e o PL 3337/04”, os expositores foram o presidente da ANOP, Aristóteles dos Santos, e o relator do Projeto de Lei, Deputado Ricardo Barros, como debatedores participaram o Doutor Marcelo Pacheco Guaranys, diretor da Área de Relacionamentos com o Usuário da ANAC, o Doutor Gabriel de Mello Galvão, procurador da ANAC e o Doutor Aurélio Rios, subprocurador-Geral da República. Esta mesa foi coordenada pela Doutora Solange Paiva, Diretora Presidente da ANAC.
A Segunda Mesa de debates teve a temática “Ouvidorias das Agências Reguladoras como estratégias de qualificação dos serviços Públicos”, esta mesa teve como expositores o Coordenador do ProReg e subchefe de análise e acompanhamento das políticas governamentais da Casa Civil, Doutor Luís Alberto dos Santos, a Ouvidora Geral da União, Eliana Pinto, e o Professor Doutor Rubens Lyra. Como debatedores participaram a vice-presidente da ANOP e Ouvidora da ANVISA, Vera Bacelar, e Rubens Carlos Vieira, Corregedor da ANAC. Esta mesa foi coordenada pelo Doutor Paulo Sérgio Braga Tafner com a participação da Ouvidora da ANAC, Doutora Alayde Sant’anna.
Os pontos que motivaram maior debate foram o mandato do Ouvidor, a exigência ou não de “notório conhecimento em regulação de setores econômicos ou no campo da atividade da agência” para exercer o cargo de Ouvidor e a forma de exoneração do cargo.
A discussão girou em torno da afirmação da Ouvidoria como espaço de manifestação legítima do cidadão e instância de apoio da gestão para seu permanente aperfeiçoamento em benefício da Agência e da sociedade. Os debatedores ressaltaram que a Ouvidoria deve ser uma instância crítica, propositiva e proativa, e não concorre com a diretoria da Agência em questões deliberativas da gestão. Mas é fundamental para o exercício da função, o acesso às instâncias de decisão da Agência e direito a voz nas reuniões do Conselho Diretor.

 

Confira alguns temas do debate:

 

Notório conhecimento em regulação de setores econômicos ou no campo da atividade
da agência.

 
O relator defende que o conhecimento técnico sobre a área regulada tem de ser uma exigência para o exercício do cargo de Ouvidor. A ANOP defende que o exercício da Ouvidoria está ligado a capacidade de identificar os obstáculos e defender o interesse do cidadão na utilização dos serviços regulados e na relação com a Agência reguladora. É importante que o Ouvidor seja um defensor da cidadania e porta-voz do cidadão, não é fundamental que ele seja um especialista técnico no setor. A junção do conhecimento técnico com a capacidade de defesa dos direitos do cidadão forma o perfil ideal, mas o conhecimento técnico não deve ser uma restrição e não é o mais importante.
A opinião da ANOP, defendida por seu presidente, recebeu o apoio dos demais palestrantes. Gabriel de Mello, Procurador Geral da ANAC, ressaltou que a ausência de conhecimento técnico é interessante para o exercício das funções de crítico externo, representada pela Ouvidoria. Ele ainda acrescentou que “talvez fosse mais interessante que o Ouvidor não tivesse este conhecimento técnico” e assim teria mais sensibilidade às queixas do cidadão. A visão de Mello foi compartilhada pelo Subprocurador Geral e por Rubens Carlos Vieira, corregedor da ANAC.

 

Mandato

 
Outra proposta construída no Workshop foi a de igualar o mandato do Ouvidor ao dos Diretores. Vera Bacelar, vice-presidente da ANOP e Ouvidora da ANVISA, questionou a diferenciação entre Diretores e o ocupante do cargo de Ouvidor, feita no texto do relator. Para ela, ao invés de perguntar por que deve ser igual devemos questionar por que ser diferente?
A isonomia de mandato entre diretores e o ouvidor foi apoiada por muitos dos palestrantes. Porém, foi destacado por Luiz Alberto dos Santos, Subchefe de Acompanhamento e Análise de Políticas Governamentais da Presidência da República, a dificuldade enfrentada pelo poder executivo de compatibilizar o tempo de mandato do Ouvidor com o tempo de mandato do Presidente da República.
Ele lembrou que os demais diretores são indicados e substituídos um a cada ano o que garante que o quadro de diretores tenha equilíbrio político entre o atual governo e o antecessor. No caso do Ouvidor, que é apenas um por instituição, haveria casos em que um governo recém-eleito não teria como indicar o ocupante do cargo.
No entanto, a ANOP defende, observando a experiência e os conceitos universais de Ombudsman/Ouvidores, que o Ouvidor é mais próximo às necessidades do cidadão e da sociedade do que dos governos, mantendo à princípio a proposta do mandato equivalente ao dos diretores.

 

Formas de Indicação e Exoneração

 
A ANOP defende que o Ouvidor deve ser indicado pelo Presidente da República e exonerado por ele após conclusão de processo administrativo. O texto produzido pelo relator do Projeto de Lei abre a possibilidade de exoneração imotivada do Ouvidor, possibilitando que a qualquer momento o Presidente realize a troca do Ouvidor. Caso que, no entender da ANOP, arruína a existência do mandato.
O Palestrante Professor Rubens Lira apoiou a idéia da ANOP, bem como os demais palestrantes e acrescentou que é necessário pensar e ativar instrumentos que permitam maior participação da sociedade no processo de escolha do Ouvidor.

 

Apoio Financeiro

 
A ANOP defendeu, também, que na parte da Lei em que se afirma “O Ouvidor terá acesso a todos os processos da agência e contará com o apoio administrativo de que necessitar”, fosse incluída a expressão “e financeiro” logo após “apoio administrativo”. Esta é uma forma de garantir que a Ouvidoria terá a estrutura e recursos necessários para sua existência.
 

Diferenciação entre Ouvidoria e serviço de atendimento ao usuário

 
Foi proposta pela ANOP a inclusão de um artigo que exija que em todas as agências exista um setor para atendimento dos usuários dos serviços regulados, com a função de tratamento e solução de conflitos entre os mesmos e os prestadores de serviço. O objetivo é deixar claro que a Ouvidoria não é a primeira instância de reclamação sobre os serviços prestados pelas empresas do setor regulado. A Ouvidoria é responsável por atender demandas dos consumidores relacionadas com o funcionamento da agência, acolhendo as demandas sobre os conflitos do cidadão com os prestadores de serviços nos casos em que as instâncias da agência não conseguiram equacioná-los a contento. Nestes casos a Ouvidoria adota atitudes reparadoras imediatas, respeitando a integridade do direito do cidadão e propõe aperfeiçoamentos estruturais, de regulamentos e/ou procedimentos, objetivando soluções abrangentes e duradouras.
O usuário do serviço deve reclamar primeiro na prestadora do serviço, posteriormente na agência e, apenas, caso as outras duas não tenham funcionado, o usuário deve buscar a Ouvidoria. Ela é, inclusive, local para reclamação contra o atendimento recebido pelo usuário na Agência Reguladora.
O relator manteve-se em suas posições originais, mas disse que há muito que discutir e afirmou, ainda, existir algum espaço para possíveis alterações.

A Comunidade Sicom, da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, realiza na próxima quinta-feira, dia 24 de setembro, o evento "Mais e melhores canais de comunicação com a sociedade: Caderno Destaques, Blog do Planalto, novo Portal Brasil e Em Questão". O evento é voltado para secretários executivos, chefes de gabinete, assessores de imprensa, ouvidores e demais interessados dos órgãos do Governo Federal.
Para participar é necessário se inscrever na "Comunidade Sicom", na página da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, e confirmar presença através de e-mail.O evento será realizado das 9h30 às 12h30, no
CCBB - Centro Cultural do Banco do Brasil; SCES, Trecho 2, Lt. 22, Ed. Tancredo Neves, Portão 1, Térreo, entrada privativa, salão oval.
O que é a Comunidade Sicom: A Comunidade SICOM é integrada pelos agentes de comunicação do Governo Federal e funciona no Portal das Comunidades Virtuais do Setor Público. Nela, os participantes encontram informações sobre comunicação pública, publicidade, eventos e patrocínios no Governo Federal.Ao inscrever-se, o participante passa a receber semanalmente o boletim eletrônico denominado “Canal SICOM”.
Se você faz parte de equipe de comunicação de ministério, órgãos da administração direta ou empresa estatal, solicite sua inscrição na Comunidade através da página da Secretaria de Comunicação da Presidencia da República.

 
A Controladoria-Geral da União (CGU) abrirá, no período de 17 a 23 de setembro de 2009, inscrições para o curso a distância Controle Social e Cidadania. Serão oferecidas 1.040 vagas, divididas em 26 turmas, que terão atividades entre os dias 24 de setembro e 28 de outubro de 2009, num total de 40 horas. Os objetivos do curso, voltado a conselheiros e agentes públicos municipais, lideranças locais, professores, estudantes e cidadãos em geral, são incentivar a atuação no controle social das ações de governo e promover a melhor aplicação dos recursos públicos.
O curso será estruturado em três módulos:
Módulo I – A participação popular no Estado brasileiro
Módulo II – O controle das ações governamentais
Módulo III – O encaminhamento de denúncias aos órgãos responsáveis
Para participar, basta ter acesso à internet, um endereço eletrônico e conhecimentos básicos do sistema operacional Windows e do editor de textos Word. A avaliação terá como base a participação no curso e nos fóruns de discussão. Os alunos que obtiverem aproveitamento mínimo de 70% receberão certificado.
As inscrições podem ser feitas pelo endereço eletrônico:
https://moodle.eadesaf.serpro.gov.br
 

Escola Virtual da CGU

A Escola Virtual da CGU é uma iniciativa que visa contribuir para a promoção da integridade pública e para a prevenção da corrupção, por meio de ações educativas. As atividades desenvolvidas concentram-se em duas grandes áreas temáticas: educação para a cidadania e fortalecimento da gestão pública. Entre as atividades relacionadas ao primeiro tema estão cursos, vídeos e publicações voltadas para cidadãos, com o objetivo de promover o controle social e orientar sobre como os gastos públicos podem ser controlados.
Na segunda área temática, são desenvolvidas ações voltadas para servidores públicos. Essas atividades objetivam fortalecer a gestão pública, por meio da capacitação de servidores públicos em temas como licitações e contratos administrativos, convênios e controle interno.
Mais informações podem ser obtidas pelo endereço:
www.cgu.gov.br/EscolaVirtual.

Notícia divulgada por SGEP-SUS:www.saude.gov.br
Representante de nove estados, nove capitais e 44 municípios, todos com mais de 100 mil habitantes, estão participando, do dia 16 a 18 de setembro, em Brasília, do I Curso de Aperfeiçoamento em Ouvidoria – Tecendo a Rede do Sistema Nacional de Ouvidoria do SUS, organizado pelo Departamento de Ouvidoria Geral do SUS (DOGES), da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP). O evento conta com a parceria do Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (CONASS) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS). O objetivo do curso é oferecer aos gestores e ouvidores uma base conceitual, política e técnica para fortalecer o Sistema Nacional de Ouvidoria do SUS, um importante instrumento de gestão da saúde.Durante a abertura, a secretária executiva da SGEP, Maria Natividade Santana, chamou atenção para a importância da capacitação dos servidores no exercício de suas funções. “Estudos comprovam que o que mais traz prazer e motivação do trabalhador não e o salário e sim participação. Essa estada de vocês aqui mostra o compromisso no que fazem”, ressaltou.O diretor do DOGES, Adalberto Fulgêncio , disse que esse curso é mais um passo no sentindo de formar e ampliar a qualidade nos serviços de ouvidoria. A idéia, segundo o diretor, e promover encontros, seminários, cursos de, pelo menos, quatro em quatro meses a fim de discutir procedimentos, processos de trabalho e alinhamento das ações. “Porque há muita diferença em cada secretaria, em cada região do País”.Durante os três dias do curso serão discutidos os desafios de uma gestão estratégica e participativa no SUS; a Ouvidoria do SUS como instrumento de fortalecimento da gestão e garantia do direito à saúde; os alicerces da redemocratização: do processo constituinte ao fortalecimento da participação social; o papel e o perfil do ouvidor público; sobre a implantação, os processos de trabalho e gestão da informação das ouvidorias do SUS; a gestão da informação das ouvidorias, sistema informatizado OuvidorSUS e sobre o plano de ação para implantação de ouvidoria e sistema informatizado.

Notícia divulgada por Eliana Pinto – Blog “A Ouvidoria vai Falar”: http://blig.ig.com.br/aouvidoriavaifalar/
Ouvidores federais discutiram, na manhã de hoje, o decreto nº 6.932, da Presidência da República, que simplifica o atendimento dos órgãos públicos aos cidadãos. O encontro ocorreu no auditório da Controladoria-Geral da União (CGU), em Brasília.
O decreto dispõe sobre a simplificação do atendimento público prestado ao cidadão, ratifica a dispensa do reconhecimento de firma em documentos produzidos no Brasil, institui a “Carta de Serviços ao Cidadão” e sugere a implantação de ouvidorias.
Para aprofundar o debate sobre o assunto, foi criada uma comissão formada pela ouvidora-geral da União, Eliana Pinto; ouvidor-geral da Advocacia-Geral da União, Gabriel Felipe de Souza, ouvidor do Ministério da Previdência Social, Paulo Marcello Marques, ouvidor do Ministério da Saúde, Adalberto Fulgêncio, e a ouvidora do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Rejane Maria de Oliveira.
Essa comissão deve apresentar sugestões de procedimentos junto ao Gespública, programa do Ministério do Planejamento e Orçamento que orienta os órgãos públicos com base na avaliação continuada da gestão.
Eliana também convocou os ouvidores federais a colaborarem com as discussões sobre o projeto de lei nº 342/2007, de autoria do deputado federal Sérgio Barradas Carneiro (PT/BA), que regulamenta a atividade do ouvidor público. Os interessados em enviar sugestões devem entrar em contato com a Ouvidoria-Geral da União.

18/09/2009 - Ouvidoria soluciona 84% dos casos do TJ-BA

Fonte: Jornal Folha da Tarde
“A ouvidoria judicial tem por objetivo servir de contato do cidadão com o Poder Judiciário. Recebemos críticas, sugestões, reclamações, elogios e denúncias da comunidade a respeito da prestação jurisdicional”, explica Josiel Oliveira, juiz ouvidor do TJ-BA.
O ouvidor esclarece que o cidadão pode reclamar não apenas de processos que estejam tramitando nas varas, mas também do serviço dos tabelionatos de notas e cartórios do Estado da Bahia. Denúncias anônimas não são permitidas, em respeito ao estabelecido pela Constituição Federal. Segundo o magistrado, os pedidos de movimentação ou agilização processual representam a maior demanda dos atendimentos realizados na ouvidoria. Josiel aponta que os cidadãos estão recorrendo mais aos serviços da ouvidoria. No primeiro semestre de 2009, das 4.572 solicitações cadastradas, 72,3% (3.321) foram referentes à agilização dos processos. De janeiro a julho de 2008, a ouvidoria atendeu 1.755 pessoas. “Houve um aumento de registros em decorrência da divulgação da ouvidoria e também pelo alto número de solicitações resolvidas, atestando sua credibilidade”, destaca o ouvidor da Justiça baiana. Segundo ele, “a ouvidoria consegue solucionar 84% dos atendimentos solicitados”. O juiz lembra também que só poderá atuar nos processos estagnados há mais de 90 dias, com exceção de habeas-corpus, antecipação de tutela ou quando ao menos uma das parte é idoso. Acompanhamento - O juiz Josiel Oliveira detalha os procedimentos de apuração das informações recebidas. Nos casos de pedido de agilização de processo, tanto o solicitante quanto a unidade judiciária responsável recebem um e-mail confirmando o cadastro e também um número para acompanhamento da solicitação. A depender da gravidade das denúncias, até mesmo um processo administrativo pode ser instaurado para apurar o assunto. “Em qualquer hipótese, a manifestação somente será arquivada após notificação da parte que encaminhou o pedido”, informa o ouvidor Josiel. A ouvidoria judicial funciona das 8h às 18h. O atendimento é feito pessoalmente na sala 103-Norte da sede do TJ-BA, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), no posto localizado no 2º andar (sala 216) do Fórum Ruy Barbosa, no bairro de Nazaré, por telefone, fax ou pela internet. Fale Ouvidoria: 0800- 071-2222 / fax 3372-5561 / ouvidoria@tjba.jus.br / www.tjba.jus.br
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Endividamento e cidadania foi o tema do seminário promovido pela Ouvidoria Geral da UFRJ, no último dia 17, no Centro Cultural Horácio Macedo, o Roxinho. Além de especialistas da UFRJ, estiveram presentes também professores, magistrados e representantes de classe de diversas partes do país.
A crise econômica internacional também foi pauta de discussão do evento. Para a professora Cláudia Lima Marques, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, as universidades públicas podem apontar saídas para minimizar esses efeitos. As dívidas contraídas pelos servidores públicos através do crédito consignado foi outro assunto abordado.
A juíza Clarissa Costa Lima deu dicas de como evitar o endividamento.

 

Professora propõe soluções para endividamento

 
A Ouvidoria Geral da UFRJ realizou, no dia 17 de outubro, o Seminário Endividamento e Cidadania - A questão do superendividamento: prevenção e tratamento, que reuniu entre outros, procuradores, representantes do sindicato e ouvidores. O evento apresentou pesquisas e propostas relativas ao superendividamento, noções sobre os principais direitos e deveres referentes aos serviços financeiros e as regras sobre contratos de crédito. Foram exibidas ainda alternativas viáveis e juridicamente fundamentadas para resolver a grave condição econômica financeira que vem afetando um número considerável de pessoas.
A mesa de abertura foi composta pela professora Cristina Ayoub Riche, ouvidora geral da UFRJ; professor Sergio Luis de Souza Carneiro, procurador geral da UFRJ; professor Roberto Lehrer, representante do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino superior (ADUFRJ); professora Maria Cristina Miranda da Silva, presidente da ADUFRJ Sessão Sindical dos docentes da Adufrj e Francisco de Assis dos Santos, coordenador do sindicato dos trabalhadores em educação da UFRJ (SINTUFRJ).
Cristina Ayoub Riche deu início à solenidade enaltecendo a importância do evento: Vivemos mundialmente uma crise de crédito humano, financeiro, bancário e consignado. Vivemos uma crise de valores e é por acreditar na universidade como fórum por excelência da cidadania e da transformação que a ouvidoria geral pôde contar com a presença de todos os especialistas que aqui se encontram para buscarmos alternativas e soluções juridicamente viáveis para o tratamento e prevenção do superendividamento. Esse problema afeta a auto-estima do cidadão, afeta-o em todos os sentidos, declarou.
Durante a cerimônia de abertura, a ex-aluna de direito da UFRJ Clarice Zeitel Vianna Silva, 26, premiada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) pela sua redação Pátria Madrasta Vil foi convidada a participar para lê-la aos presentes.
Roberto Lehrer destacou a gravidade do problema e as principais causas associadas a ele: Este evento tira da sombra um grande problema vivido por milhões de servidores em todo o país como se fosse um drama pessoal, uma incompetência pessoal, uma má gestão das finanças pessoais, quando sabemos que esse problema tem uma magnitude muitíssimo maior. Nós temos consignados 1,3 milhões de servidores distribuídos em 1080 instituições de crédito de todo tipo movimentando algo como cinco bilhões por ano no país. Essas pessoas acabam se endividando para dar conta das despesas cotidianas, tais como medicamento extra, uma pessoa com problema de saúde, educação dos filhos. A maioria se endivida por necessidade e não por consumo de luxo, informou.
 

O problema do superendividamento

 
A primeira palestra, intitulada Novos desafios do direito do consumidor: o problema do superendividamento foi proferida por Claudia Lima Marques, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Durante seu pronunciamento a palestrante apresentou as pesquisas realizadas há alguns anos com os Estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo sobre o superendividamento e o perfil do endividado.
Claudia Marques afirmou que o estudo teve início em 2003 à época das comemorações do Instituto Brasileiro de política de Direito do consumidor (Brasilcom) pelos 15 anos do código de defesa do consumidor. Queríamos identificar na legislação o que faltava para a comemoração dos 15 anos do código ser perfeita. Identificamos vários temas, serviços públicos, contratos bancários em geral e em todos esses temas começamos a fazer projetos. Fomos ver no direito comparado como estava sendo tratado o tema da falência civil, o superendividamento do consumidor pessoa física e ao analisar o direito comparado nós nos deparamos com outras soluções, soluções do tratamento coletivo, do problema não mais com essa ótica de tabu, espécie de falha pessoal, mas como um dos problemas normais de uma sociedade desenvolvida de consumo, afirmou.
As pesquisas realizadas no âmbito nacional com apoio da defensoria pública do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul e outros parceiros e no âmbito internacional foram reunidas no livro O Direito do Consumidor endividado que pode ser encontrado na biblioteca direito do consumidor.
Estamos quebrando o tabu do superendividamento. Além disso, invertemos a lógica porque no Brasil sempre se diz que precisa de uma lei para qualquer coisa e nós chegamos à conclusão de que nós precisamos de uma lei, mas o código de defesa do consumidor e a legislação que vigora se bem interpretada permite uma atividade de conciliação, de solução dos problemas dos consumidores individualmente com a presença do Estado para ajudar -, declarou a palestrante.
Os dados retirados da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) indicam que o crescimento bancário é o triplo do normal. Enquanto a agricultura cresceu em média 2%, a indústria 3%, serviços 4,6%, todo o setor bancário cresceu em 2007 cerca de 9,7%. Os empréstimos individuais cresceram oito vezes e 83% do crédito consignado é destinado a pessoas de um a três salários mínimos.
Os resultados da pesquisa realizada no Rio Grande do Sul mostraram que há uma feminilização da pobreza, além de predominância de solteiros, com idade entre 30 e 50 anos, geralmente autônomos. Os tipos de credores costumam serem lojas, bancos, cartões de crédito, que somados, são a maioria, declarou Claudia Marques.
A palestrante defendeu ainda uma separação entre consumidores passivos e ativos. Os primeiros se referem àqueles que sofreram acidente da vida e não abusaram do crédito e os outros são os que não trabalham bem com o seu orçamento ou com a possibilidade de crédito.
Chegamos ao problema que parece acontecer de uma mistura entre a pobreza e o superendividamento, portanto no nosso projeto de lei nós vamos nos concentrar nos contratos de crédito para evitar que se possa misturar em demasia esses dois temas -, informou a palestrante.
Já a pesquisa do Rio de Janeiro foi feita com foco na classe média e o que revelou é que a classe média ganha mais crédito e a renegociação é mais difícil porque eles têm dados piores sobre tratamento bancário.
O código de defesa do consumidor é uma grande lei, mas ela não é focada para esse problema que precisaria de uma legislação externa, com ela em diálogo, mas sem dúvida muito especializada. Enquanto essa legislação está sendo pensada, nós achamos importante assegurar a intervenção do estado, pois no Brasil os exemplos que deram mais certo são os que a presença do estado está assegurada. Eu acho que é uma mudança de paradigma do tratamento e da prevenção do superendividamento que deve ser pensada. Hoje é um paradigma muito liberal, muito individual, é uma idéia de culpa própria do consumidor. No mundo inteiro, em sociedades consolidadas esse é um problema social, político e também jurídico -, concluiu a palestrante.